Várias são as razões que justificam
dificuldade de aprendizagem na escola, dentre elas são apontadas: os
distúrbios de aprendizagem relacionados a disfunções neurológicas, as questões
afetivo-emocionais, comportamentais, assim como os déficits intelectuais ou
deficiências mentais (CAMPOS, 1997).
Quanto ao fracasso
escolar, tanto os fatores externos à escola, que incluem as condições
sócio-econômicas das famílias, assim como aos internos à escola: relação
professor-aluno, relação entre os pares favorecem ao fracasso escolar. Porém,
vale salientar que não é o fato de
uma criança oriunda de carências afetivas, herdadas por uma infância difícil
que ela não aprenderá os conteúdos escolares. E para retirar essa ideia preconceituosa,
disseminada na nossa sociedade é necessário recuperar e/ou adaptar às más
condições de vida, se observadas às necessidades e oportunizar mudanças para
que tais alunos alcance o sucesso. Para isso, “é importante questionar
os rótulos e refletir criticamente a atuação dos professores e buscar formas de
compreender as crianças como seres individuais, concretos e complexos” (WALLON,
2008).
Como
podemos perceber nas nossas escolas estar faltando clareza pedagógica na gestão
que orienta a formação humana. O que recai na escolha metodológica, e que
rejeite toda forma de exclusão e abominação
de qualquer tipo de segregação, além de potencializar cada educando como uma
pessoa que aprende, considerando os ritmos individuais de cada um.
Outro fator importante que
cabe a escolas trabalhar é o de ensinar os alunos a conviver em grupo, considerando
a convivência em grupo como algo benéfico, para o crescimento individual, onde
muitas vezes ocorrem disparidades de
ideias. Para isso, caberia a instituição de ensino mediar e ensinar formas não
violentas de solucionar conflitos, através da prática do diálogo, essa por sua
vez reforçada ao longo de toda a história de escolarização.