16 julho 2011

Como usar um blog como ferramenta educacional

Como usar um blog como ferramenta educacional


            Para que os indivíduos colaborar coletivamente e favorecer a construção do conhecimento novo, o blog é um espaço ideal, pois ele permite o diálogo, a discussão, o contato, a interação entre os colaboradores, pressupondo que dois ou mais indivíduos trabalhem conjuntamente trocando ideias e experiências entre si. Conforme o criador do termo Tim O’Reilly, definiu em um post publicado em seu blog, em 2006, como:
Uma mudança para uma internet como plataforma, e o entendimento das regras para esta nova plataforma. Entre outras, a regra mais importante é desenvolver aplicativos que aproveitem os efeitos da rede para se tornarem melhores quanto mais são usados pelas pessoas, aproveitando a Inteligência Coletiva.
            A Web 2.0 World Wide Web (www) equivale à segunda geração da internet, como sinônimo de um novo olhar sobre o potencial inovador da mesma, pois, ela representa um ambiente mais interativo, possibilitando aos usuários opinar, criar arquivos digitais, obter retorno dessa interatividade, de modo que tudo fica arquivado online e todos tenham acesso.
             Enquanto que a Web 1.0 a primeira geração, os conteúdos expostos na rede eram estático, os quais permitiam aos usuários da internet somente observar e ler os arquivos, mediante a autorização por e-mail. Com a web 2.0 qualquer pessoa com mínimas habilidades pode postar arquivos seja eles vídeos, textos imagens, etc. nos blogs.
            Todavia, vale ressaltar aos pesquisadores que se lance um olhar crítico e busque, face às teorias e práticas pedagógicas, o bom uso do computador e da internet na escola. Pois, o mesmo só será uma excelente ferramenta, se houver a consciência de que possibilitará mais rapidamente o acesso ao conhecimento e não, somente, utilizado como uma máquina de escrever, de entretenimento, de armazenagem de dados.
            Desse modo, urge usá-lo como tecnologia a favor de uma educação mais dinâmica, como auxiliadora de professores e alunos, para uma aprendizagem mais consistente, não perdendo de vista que o computador deve ter um uso adequado e significativo, pois Informática Educativa nada tem a ver com aulas de computação.
            De acordo com Mason (1998, p.275, apud OKADA, 2003) os ambientes de aprendizagem online podem ser classificados em três tipos:
a) Ambiente instrucionista: ambiente centrado no conteúdo – que pode ser impresso – e no suporte que são tutoriais ou formulários enviados por e-mail. A interação é mínima e a participação online do estudante é praticamente individual.
b) Ambiente interativo: ambiente centrado na interação online, onde a participação é essencial no curso. O objetivo é atender também as expectativas dos participantes. Nesse ambiente ocorre muita discussão e reflexão.
c) Ambiente cooperativo: ambiente cujos objetivos são o trabalho colaborativo e a participação online. Existe muita interação entre os participantes por meio da comunicação online, construção de pesquisas, descobertas de novos desafios e soluções.
            Os ambientes cooperativos disponibilizados pela Web 2.0 apresentam uma série de vantagens. Dentre elas destacam-se: formação do pensamento crítico através da discussão; promoção da familiaridade entre professores e alunos, assim como, entre uns com os outros; desenvolvimento de habilidades de comunicação, estímulo à formação de equipe para solucionar problemas.
            E com isso, esse trabalho pretende enfatizar a importância desses ambientes, pois eles representam um grande trunfo no processo de ensino e aprendizagem, uma vez que possibilita a troca de ideias e experiências coletivamente, favorecendo a construção do conhecimento.
            

20 maio 2011

A diferença entre os Diretórios e Máquinas de busca na Internet


             Os diretórios foram os primeiros sistemas de busca criados na internet, neles a lista de sites e páginas da web é manualmente selecionado e separado por pessoas. Ao contrário das máquinas de busca, que se trata de um sistema capaz de rastrear na web novas páginas e sites, para localizar e catalogar novas páginas e sites através de softwares chamados robôs.
           As máquinas de busca se valem dos robôs que são programas lançados sempre na web, para obter o maior número de documentos e sites disponíveis, com isso colecionam o maior número possível de recursos, dados, e sites que os diretórios, pois estes selecionam a lista de site manualmente.
Apesar dos diretórios apresentarem menor quantidade de sites e dados disponíveis, eles apresentam algumas vantagens sobre as máquinas de busca:
·         Aprofundar ou avançar nas buscas;
·         Buscar apenas conteúdo selecionado, por fazer parte de uma estrutura, com isso, não corre o risco de obter resultados dúbios;
·         Menor quantidade site irrelevantes;
·         Como é catalogada por pessoas, a chance de haver conteúdo não relacionado ao que você procura é muito menor.
            Todavia, existem várias outras pequenas vantagens em se utilizar os diretórios, mas também existem desvantagens em relação às máquinas de busca.
·         São mais lentas em atualização. Por dependerem de pessoas e demoram mais que os robôs das máquinas de busca para serem atualizados;
·       Pode ainda não existir a hierarquia sobre o assunto, fica difícil achar assuntos semelhantes;
·       Recuperam apenas sites das categorias.
Como se pode perceber tanto os diretórios quanto as máquinas de busca, são aliadas fontes de pesquisa, onde ambos possuem pontos positivos e negativos, porém os dados contidos nos diretórios tendem a ser mais seguros e confiáveis, principalmente para públicos que apresentam objetivos, cursos, modalidades em comum. Diferente das máquinas de busca que requer cautela e tempo disponível para ler o que foi publicado e confirmar os dados obtidos.

09 maio 2011

O uso da Internet como fonte de pesquisa


Já se foi a época em que as fontes de informações estavam circunscritas  aos  livros didáticos, aos jornais, as revistas, aos folhetins, aos noticiários da televisão e do rádio. Na atualidade, dispõe-se de um manancial inesgotável de informações  atualizadas sem sair de casa, apenas com o acesso à Internet,  possibilitando assim as interconexões com o mundo cibernético, onde é possível  inteirar-se de qualquer acontecimento no mundo  com apenas um clic.
 Esses avanços tecnológicos vêm contribuindo para a formação de uma nova geração com características que marcam a nova sociedade da informação, com um perfil  mais questionador, apresentando uma multiplicidade de habilidades no campo cognitivo, pessoal e emocional, desencadeando com isto as necessidades de mudanças   estruturais e curriculares no seio educacional.
        Na medida em que o aluno tem acesso a Internet  cria-se  inúmeras possibilidades de pesquisa em diversas áreas do conhecimento, abrindo novas fronteiras de acesso a informação, rompendo assim com os limites disciplinares. O aprendizado perde assim esta acepção de linearidade muito comum nos livros, e a velocidade das informações proporcionada pelos sites com hipertextos trazem uma diversidade de imagens, sons, vídeos e textos. Para que haja uma validade neste processo de assimilação e transformação da informação em conhecimento é imprescindível uma pesquisa orientada e elaborada,  para  atingir objetivos em consonância com o planejamento traçado.
Essas concepções apresentadas acima encontram-se respaldadas nas evidências apontadas por Behrens (2000) de que
 O uso da Internet com critério pode tornar-se um instrumento significativo para o processo educativo em seu conjunto. Ela possibilita o uso de textos, sons, imagens e vídeos que subsidiam a produção do conhecimento. Além disso a Internet  propicia a criação de ambientes ricos, motivados, interativos, colaborativos e cooperativos. (BEHRENS in MORAN et al. 2000, p.99)

Os  textos, os sons, as imagens, os vídeos e outros materiais encontrados na Web , são conteúdos educacionais digitais que podem ser explorados pelo docente na sua prática pedagógica fazendo a devida integração das novas tecnologias da informação e comunicação-NTIC’s dentro de pressupostos educacionais, como também o aluno pode ser estimulado a produzir estes conteúdos dentro de um planejamento que aguce a motivação, o interesse e o espírito de colaboração e cooperação. Esta é uma condição que incita o aluno e o conduz para encontrar soluções e vencer os desafios propostos pelas atividades apresentadas, impulsionando-o a sair da condição de  passividade no processo de aprendizagem, para  ator  e construtor do seu próprio saber.
São condições que delineiam caminhos onde o próprio aluno é convidado a analisar situações, planejar estratégias, levantar conjecturas, interagir em grupo na tentativa de solucionar os problemas apresentados, sendo que estas estratégias podem promover o desenvolvimento de novas competências por parte desse aprendiz.