A sociedade atual anseia por um olhar mais abrangente no que se refere à educação, preconizando novas formas de ensinar e aprender almejando a evolução dos indivíduos. Segundo Almeida (2000), a educação atual requer profissionais da educação que permitam seu autodesenvolvimento, tornando possível a vivência crítica do seu cotidiano, abrindo com isso, espaço para o seu crescimento.
Os tempos são outros, assim como os estudantes, considerando ainda a facilidade de acesso a informações e a convivência com a linguagem midiática e as novas tecnologias, as quais transformam a maneira perceber, relacionar e aprender. A inserção da internet ao contexto escolar facilita a motivação dos alunos, pela novidade e pelas possibilidades inesgotáveis de pesquisa que oferece. O que conforme afirma Demo (2008, p.5):
O século XXI exige novas habilidades das pessoas e sociedades, em especial novas alfabetizações, que desbordam de muito as tradicionais, tal como manejar devida fluência tecnológica, em especial autoria. Aproveitando plataformas da web podemos promover o exercício da autoria, desde que saibamos usá-las como ferramentas de produção de texto. A isto deve sempre se acrescer a preocupação com o espírito crítico, em particular perante a inundação de informação na internet que já mais desinforma do que informa.
Percebe-se com isso, que a utilização da internet no contexto escolar é de suma importância seja para pesquisar, ter acesso a informações e/ou compartilhar e apresentar trabalho realizado em sala de aula, mas, sobretudo essa prática só terá coerência se estiver preocupada com a formação do sujeito crítico, considerando a autoria como, por exemplo, a produção textual. Ainda, Demo (2008, p.6) afirma:
Nós mesmos não somos propriamente originais – somos elo de uma cadeia que nos precede e sucede – não poderia haver idéia ou teoria propriamente original. A expectativa de pureza de idéia ou teoria é apenas expressão autoritária.
Além disso, a internet possibilita ampliação da visão de mundo do sujeito pesquisador, até mesmo por que tudo que fazemos ou pregamos é frutos daquilo que nos rodeia, as nossas ideias são oriundas muitas vezes daquilo que presenciamos, lemos, visualizamos discutimos aos pares, além disso, como o próprio Paulo Freire afirma, “a leitura do mundo precede sempre a leitura da palavra”.
Nessa perspectiva, para que os indivíduos colaborem coletivamente favorecendo a construção do conhecimento novo, é preciso um espaço que permita o diálogo, a discussão, o contato, a interação entre os colaboradores, pressupondo que dois ou mais indivíduos trabalhem conjuntamente trocando ideias e experiências entre si.
E baseando-se nisso, que os ambientes de aprendizagem virtuais podem atuar, a fim de intensificar a prática colaborativa, sendo que esta é possível através das ferramentas disponibilizadas pela web 2.0. Conforme o criador do termo Tim O’Reilly, definiu em um post publicado em seu blog, em 2006, como:
Uma mudança para uma internet como plataforma, e o entendimento das regras para esta nova plataforma. Entre outras, a regra mais importante é desenvolver aplicativos que aproveitem os efeitos da rede para se tornarem melhores quanto mais são usados pelas pessoas, aproveitando a Inteligência Coletiva.
A Web 2.0 World Wide Web (www) equivale à segunda geração da internet, como sinônimo de um novo olhar sobre o potencial inovador da mesma, pois, ela representa um ambiente mais interativo, possibilitando aos usuários opinar, criar arquivos digitais, obter retorno dessa interatividade, de modo que tudo fica arquivado online e todos tenham acesso.
Enquanto que a Web 1.0 a primeira geração, os conteúdos expostos na rede eram estático, os quais permitiam aos usuários da internet somente observar e ler os arquivos, mediante a autorização por e-mail.
Entretanto, nos dias atuais, qualquer pessoa que tenha habilidade com web 2.0 pode postar arquivos seja eles vídeos, textos imagens.
Com essa facilidade, a qualidade de alguns arquivos digitais online na Internet, pode ser duvidosa apresentando informações errôneas. Por isso, devemos sempre questionar a origem de tais conteúdos expostos na rede mundial de computadores.

