11 novembro 2013

A prática de leitura na escola

A prática de leitura na escola Na atualidade muitas pesquisas informam que os jovens assim como as crianças estão lendo cada vez menos, e diversos são os motivos que os levam a isso, para algumas pessoas a culpam recaem sobre a televisão, outros acusam ao computador e ainda a má qualidade do ensino oferecido pelas escolas; há ainda aqueles que delegam à família o problema da falta de hábito da leitura. Nesse contexto, sabe-se que a escola é a principal instituição pela qual o aluno tem acesso à leitura, cabendo a ela usar das estratégias de leitura para contribuir de forma eficaz na aprendizagem e compreensão de diversos textos no que circulam na sociedade. É importante ressaltar que a aprendizagem da leitura está, tradicionalmente, relacionada ao processo de formação global do indivíduo, assim aprender a ler é um elemento indispensável para o convívio e atuação social, política, econômica e cultural, mas para uma aprendizagem afetiva é necessária que o conceito de leitura não se limite a decifração da escrita. Dessa forma, ao conquistar o ato de ler, o leitor estará ampliando seus conhecimentos, participando ativamente da vida social, alargando a visão de um mundo, do outro e de si mesmo, utilizando a leitura como um meio para questionar, refletir em suas práticas diárias. A leitura possibilitará ao leitor o desenvolvimento da criticidade, a construção dos seus próprios significados bem como transformar suas atitudes em sociedade. Por esta concepção de leitura o ato de ler é considerado como um processo de “construir significados” a partir do texto que se torna possível pela interação dos elementos textuais com o “conhecimento de mundo” do leitor. Quanto maior for à concordância entre eles maior a probabilidade do êxito na leitura, ou seja, a leitura quer um leitor ativo que compreenda o texto e reflita sobre ele. Conforme Martins (2005, p.33) “... Esse diálogo é referenciado por um tempo e um espaço, uma situação, desenvolvida de acordo com os desafios e as respostas que o objeto apresenta em função de expectativas e necessidades do prazer das descobertas e do reconhecimento de vivência do leitor.” (Martins, 2005 p.33). Portanto, a leitura vai além do texto e começa antes do contato do leitor com o mesmo, baseando-se na estrutura de conhecimento de cada um e influenciado por fatores externos, seja familiar ou do social. Pois conforme Maria Helena Martins 2005, p.33 “dar sentido a um texto implica sempre levar em conta a situação desse texto e do seu leitor.”. Considerando que a leitura é um processo de interação entre outor-texto-leitor, o texto é o objeto mediador que tem algo a dizer, e os conhecimentos prévios do leitor são fatores indispensáveis para facilitar maior interação entre autor e leitor. Quando o leitor faz uma leitura superficial do texto, ele captará apenas a mensagem do autor não há necessidade de haver uma interação entre os seus conhecimentos prévios e as ideias apresentadas pelo autor no texto, pois o objetivo dessa leitura é compreender a mensagem do autor. Com relação à leitura, na qual o leitor apenas decodifica a mensagem do texto e necessário, que o leitor conheça os códigos utilizados, seja capaz de reconhecer os sentido das palavras e a estrutura do texto. Nessa concepção de leitura cabe ao leitor reconhecer e decifrar o texto lido. Distinguindo das concepções anteriores nesta concepção em que há interação entre autor-texto-leitor, a leitura requer do leitor além dos seus conhecimentos linguísticos, seus conhecimentos textuais, seus conhecimentos de mundo, os quais devem ser ativados durante a leitura, a fim de proporcionar uma melhor compreensão e interpretação de texto; que o leitor também, seja capaz de interagir com as ideias abordadas pelo autor e construir sentido. “... a leitura é uma forma exemplar de aprendizagem. Estudos psicológicos revelaram que o aprimoramento da capacidade de ler também redunda no da capacidade aprender como um todo, indo muito além da mera recepção. A boa leitura é uma confrontação crítica com o texto e com as idéias do autor. Num nível mais elevado e com textos mais longos tornam-se mais significativos à compreensão das relações da construção ou da estrutura e a interpretação do contexto. Quando se estabelece a relação entre o novo texto e as concepções já existentes, a leitura crítica tende a evoluir para a criativa, e síntese conduzirá resultados completamente novos”. (Bamberger, 2006 p.10) Por essa concepção de leitura, é compreendida como uma atividade de interação autor-texto-leitor, que deve ser levado em consideração não só o conteúdo do texto, mas também os conhecimentos de mundo que o leitor possui, os quais são indispensáveis para possibilitar uma a maior interação entre leitor-autor-texto. Segundo Paulo Freire, a leitura de mundo sempre antecede a leitura da palavra, e a leitura desta origina da continuidade da leitura de mundo, ou seja, dar ao leitor a oportunidade de transformá-lo através de nossa prática consciente. Portanto, é importante frisar que o papel da escola na formação do leitor; leitor, não se restrinja a mera decodificação e/ou reprodução dos textos do livro didático trabalhados em sala de aula, mas a de formar leitores motivados pelo que lê, e que seja capaz de produzir sentidos dialogar com diferentes tipos e gêneros textuais, fazer inferências compreender a mensagem do autor e principalmente que sejam estimulados a práticas de atitudes que levem a um interesse permanente pela leitura de muitos gêneros para diversos fins.

24 julho 2013

Dificuldades de aprendizagem, Fracasso escolar e a Violência na escola



Várias são as razões que justificam dificuldade de aprendizagem na escola, dentre elas são apontadas: os distúrbios de aprendizagem relacionados a disfunções neurológicas, as questões afetivo-emocionais, comportamentais, assim como os déficits intelectuais ou deficiências mentais (CAMPOS, 1997).
Quanto ao fracasso escolar, tanto os fatores externos à escola, que incluem as condições sócio-econômicas das famílias, assim como aos internos à escola: relação professor-aluno, relação entre os pares favorecem ao fracasso escolar. Porém, vale salientar que não é o fato de uma criança oriunda de carências afetivas, herdadas por uma infância difícil que ela não aprenderá os conteúdos escolares.  E para retirar essa ideia preconceituosa, disseminada na nossa sociedade é necessário recuperar e/ou adaptar às más condições de vida, se observadas às necessidades e oportunizar mudanças para que tais alunos alcance o sucesso. Para isso, “é importante questionar os rótulos e refletir criticamente a atuação dos professores e buscar formas de compreender as crianças como seres individuais, concretos e complexos” (WALLON, 2008).
Como podemos perceber nas nossas escolas estar faltando clareza pedagógica na gestão que orienta a formação humana. O que recai na escolha metodológica, e que rejeite  toda forma de exclusão e abominação de qualquer tipo de segregação, além de potencializar cada educando como uma pessoa que aprende, considerando os ritmos individuais de cada um.
Outro fator importante que cabe a escolas trabalhar é o de ensinar os alunos a conviver em grupo, considerando a convivência em grupo como algo benéfico, para o crescimento individual, onde muitas vezes  ocorrem disparidades de ideias. Para isso, caberia a instituição de ensino mediar e ensinar formas não violentas de solucionar conflitos, através da prática do diálogo, essa por sua vez reforçada ao longo de toda a história de escolarização.



16 julho 2011

Como usar um blog como ferramenta educacional

Como usar um blog como ferramenta educacional


            Para que os indivíduos colaborar coletivamente e favorecer a construção do conhecimento novo, o blog é um espaço ideal, pois ele permite o diálogo, a discussão, o contato, a interação entre os colaboradores, pressupondo que dois ou mais indivíduos trabalhem conjuntamente trocando ideias e experiências entre si. Conforme o criador do termo Tim O’Reilly, definiu em um post publicado em seu blog, em 2006, como:
Uma mudança para uma internet como plataforma, e o entendimento das regras para esta nova plataforma. Entre outras, a regra mais importante é desenvolver aplicativos que aproveitem os efeitos da rede para se tornarem melhores quanto mais são usados pelas pessoas, aproveitando a Inteligência Coletiva.
            A Web 2.0 World Wide Web (www) equivale à segunda geração da internet, como sinônimo de um novo olhar sobre o potencial inovador da mesma, pois, ela representa um ambiente mais interativo, possibilitando aos usuários opinar, criar arquivos digitais, obter retorno dessa interatividade, de modo que tudo fica arquivado online e todos tenham acesso.
             Enquanto que a Web 1.0 a primeira geração, os conteúdos expostos na rede eram estático, os quais permitiam aos usuários da internet somente observar e ler os arquivos, mediante a autorização por e-mail. Com a web 2.0 qualquer pessoa com mínimas habilidades pode postar arquivos seja eles vídeos, textos imagens, etc. nos blogs.
            Todavia, vale ressaltar aos pesquisadores que se lance um olhar crítico e busque, face às teorias e práticas pedagógicas, o bom uso do computador e da internet na escola. Pois, o mesmo só será uma excelente ferramenta, se houver a consciência de que possibilitará mais rapidamente o acesso ao conhecimento e não, somente, utilizado como uma máquina de escrever, de entretenimento, de armazenagem de dados.
            Desse modo, urge usá-lo como tecnologia a favor de uma educação mais dinâmica, como auxiliadora de professores e alunos, para uma aprendizagem mais consistente, não perdendo de vista que o computador deve ter um uso adequado e significativo, pois Informática Educativa nada tem a ver com aulas de computação.
            De acordo com Mason (1998, p.275, apud OKADA, 2003) os ambientes de aprendizagem online podem ser classificados em três tipos:
a) Ambiente instrucionista: ambiente centrado no conteúdo – que pode ser impresso – e no suporte que são tutoriais ou formulários enviados por e-mail. A interação é mínima e a participação online do estudante é praticamente individual.
b) Ambiente interativo: ambiente centrado na interação online, onde a participação é essencial no curso. O objetivo é atender também as expectativas dos participantes. Nesse ambiente ocorre muita discussão e reflexão.
c) Ambiente cooperativo: ambiente cujos objetivos são o trabalho colaborativo e a participação online. Existe muita interação entre os participantes por meio da comunicação online, construção de pesquisas, descobertas de novos desafios e soluções.
            Os ambientes cooperativos disponibilizados pela Web 2.0 apresentam uma série de vantagens. Dentre elas destacam-se: formação do pensamento crítico através da discussão; promoção da familiaridade entre professores e alunos, assim como, entre uns com os outros; desenvolvimento de habilidades de comunicação, estímulo à formação de equipe para solucionar problemas.
            E com isso, esse trabalho pretende enfatizar a importância desses ambientes, pois eles representam um grande trunfo no processo de ensino e aprendizagem, uma vez que possibilita a troca de ideias e experiências coletivamente, favorecendo a construção do conhecimento.
            

20 maio 2011

A diferença entre os Diretórios e Máquinas de busca na Internet


             Os diretórios foram os primeiros sistemas de busca criados na internet, neles a lista de sites e páginas da web é manualmente selecionado e separado por pessoas. Ao contrário das máquinas de busca, que se trata de um sistema capaz de rastrear na web novas páginas e sites, para localizar e catalogar novas páginas e sites através de softwares chamados robôs.
           As máquinas de busca se valem dos robôs que são programas lançados sempre na web, para obter o maior número de documentos e sites disponíveis, com isso colecionam o maior número possível de recursos, dados, e sites que os diretórios, pois estes selecionam a lista de site manualmente.
Apesar dos diretórios apresentarem menor quantidade de sites e dados disponíveis, eles apresentam algumas vantagens sobre as máquinas de busca:
·         Aprofundar ou avançar nas buscas;
·         Buscar apenas conteúdo selecionado, por fazer parte de uma estrutura, com isso, não corre o risco de obter resultados dúbios;
·         Menor quantidade site irrelevantes;
·         Como é catalogada por pessoas, a chance de haver conteúdo não relacionado ao que você procura é muito menor.
            Todavia, existem várias outras pequenas vantagens em se utilizar os diretórios, mas também existem desvantagens em relação às máquinas de busca.
·         São mais lentas em atualização. Por dependerem de pessoas e demoram mais que os robôs das máquinas de busca para serem atualizados;
·       Pode ainda não existir a hierarquia sobre o assunto, fica difícil achar assuntos semelhantes;
·       Recuperam apenas sites das categorias.
Como se pode perceber tanto os diretórios quanto as máquinas de busca, são aliadas fontes de pesquisa, onde ambos possuem pontos positivos e negativos, porém os dados contidos nos diretórios tendem a ser mais seguros e confiáveis, principalmente para públicos que apresentam objetivos, cursos, modalidades em comum. Diferente das máquinas de busca que requer cautela e tempo disponível para ler o que foi publicado e confirmar os dados obtidos.

09 maio 2011

O uso da Internet como fonte de pesquisa


Já se foi a época em que as fontes de informações estavam circunscritas  aos  livros didáticos, aos jornais, as revistas, aos folhetins, aos noticiários da televisão e do rádio. Na atualidade, dispõe-se de um manancial inesgotável de informações  atualizadas sem sair de casa, apenas com o acesso à Internet,  possibilitando assim as interconexões com o mundo cibernético, onde é possível  inteirar-se de qualquer acontecimento no mundo  com apenas um clic.
 Esses avanços tecnológicos vêm contribuindo para a formação de uma nova geração com características que marcam a nova sociedade da informação, com um perfil  mais questionador, apresentando uma multiplicidade de habilidades no campo cognitivo, pessoal e emocional, desencadeando com isto as necessidades de mudanças   estruturais e curriculares no seio educacional.
        Na medida em que o aluno tem acesso a Internet  cria-se  inúmeras possibilidades de pesquisa em diversas áreas do conhecimento, abrindo novas fronteiras de acesso a informação, rompendo assim com os limites disciplinares. O aprendizado perde assim esta acepção de linearidade muito comum nos livros, e a velocidade das informações proporcionada pelos sites com hipertextos trazem uma diversidade de imagens, sons, vídeos e textos. Para que haja uma validade neste processo de assimilação e transformação da informação em conhecimento é imprescindível uma pesquisa orientada e elaborada,  para  atingir objetivos em consonância com o planejamento traçado.
Essas concepções apresentadas acima encontram-se respaldadas nas evidências apontadas por Behrens (2000) de que
 O uso da Internet com critério pode tornar-se um instrumento significativo para o processo educativo em seu conjunto. Ela possibilita o uso de textos, sons, imagens e vídeos que subsidiam a produção do conhecimento. Além disso a Internet  propicia a criação de ambientes ricos, motivados, interativos, colaborativos e cooperativos. (BEHRENS in MORAN et al. 2000, p.99)

Os  textos, os sons, as imagens, os vídeos e outros materiais encontrados na Web , são conteúdos educacionais digitais que podem ser explorados pelo docente na sua prática pedagógica fazendo a devida integração das novas tecnologias da informação e comunicação-NTIC’s dentro de pressupostos educacionais, como também o aluno pode ser estimulado a produzir estes conteúdos dentro de um planejamento que aguce a motivação, o interesse e o espírito de colaboração e cooperação. Esta é uma condição que incita o aluno e o conduz para encontrar soluções e vencer os desafios propostos pelas atividades apresentadas, impulsionando-o a sair da condição de  passividade no processo de aprendizagem, para  ator  e construtor do seu próprio saber.
São condições que delineiam caminhos onde o próprio aluno é convidado a analisar situações, planejar estratégias, levantar conjecturas, interagir em grupo na tentativa de solucionar os problemas apresentados, sendo que estas estratégias podem promover o desenvolvimento de novas competências por parte desse aprendiz. 

02 dezembro 2010

A Construção do Conhecimento e as Novas Tecnologias

“Há escolas que são gaiolas e há escolas que são asas.

Escolas que são gaiolas existem para que os pássaros desaprendam a arte do vôo. Pássaros engaiolados são pássaros sob controle. Engaiolados, o seu dono pode levá-los para onde quiser. Pássaros engaiolados sempre têm um dono. Deixaram de ser pássaros. Porque a essência dos pássaros é o vôo.

Escolas que são asas não amam pássaros engaiolados. O que elas amam são pássaros em vôo. Existem para dar aos pássaros coragem para voar. Ensinar o vôo, isso elas não podem fazer, porque o vôo já nasce dentro dos pássaros. O vôo não pode ser ensinado. Só pode ser encorajado.”



Um dos grandes desafios das escolas na atualidade é conseguir a atenção de seus alunos nas aulas. O estudante moderno vive em constante contato com as multimídias; Ele está familiarizado com o rápido surgimento de novas tecnologias, exigindo de nós educadores uma linguagem contemporânea e, portanto, que desperte maior interesse; ele estar mergulhado na cultura da imagem. É preciso considerar esta realidade.
A forma tradicional de apresentar conteúdos em sala de aula não consegue mais motivar e prender a atenção dos alunos. Nesse sentido, as tecnologias cumprem um papel fundamental nas escolas, representando uma bem-vinda saída para a superação desta dificuldade.
As teorias Construtivistas mostram que a melhor educação acontece quando o professor ao mesmo tempo em que ensina ele também aprende. Essas teorias transformam o modelo de ensino até então vigente nas escolas, no qual a postura do professar era o de detentor do conhecimento. Com o uso das Tecnologias os jovens sentem que é sujeito do conhecimento.
Não há dúvidas sobre a importância da inclusão das tecnologias como meio de propiciar a construção/reconstrução e socialização de conhecimento para um melhor contexto individual, social e coletivo de todos os envolvidos. Pois, muito além de transmitir informações, a educação do século XXI deve formar cidadãos que saibam transformar informações em conhecimento, e que saibam fazer uso desses conhecimentos, pois é só o saber, mas o saber fazer. Aprende-se fazendo, numa situação que requer esse fazer determinado. 

22 novembro 2010

A colaboração, inteligência coletiva, interação e web 2.0 na educação
           
            A sociedade atual anseia por um olhar mais abrangente no que se refere à educação, preconizando novas formas de ensinar e aprender almejando a evolução dos indivíduos. Segundo Almeida (2000), a educação atual requer profissionais da educação que permitam seu autodesenvolvimento, tornando possível a vivência crítica do seu cotidiano, abrindo com isso, espaço para o seu crescimento.
            Os tempos são outros, assim como os estudantes, considerando ainda a facilidade de acesso a informações e a convivência com a linguagem midiática e as novas tecnologias, as quais transformam a maneira perceber, relacionar e aprender. A inserção da internet ao contexto escolar facilita a motivação dos alunos, pela novidade e pelas possibilidades inesgotáveis de pesquisa que oferece. O que conforme afirma Demo (2008, p.5):
            O século XXI exige novas habilidades das pessoas e sociedades, em especial novas alfabetizações, que desbordam de muito as tradicionais, tal como manejar devida fluência tecnológica, em especial autoria. Aproveitando plataformas da web podemos promover o exercício da autoria, desde que saibamos usá-las como ferramentas de produção de texto. A isto deve sempre se acrescer a preocupação com o espírito crítico, em particular perante a inundação de informação na internet que já mais desinforma do que informa.
            Percebe-se com isso, que a utilização da internet no contexto escolar é de suma importância seja para pesquisar, ter acesso a informações e/ou compartilhar e apresentar trabalho realizado em sala de aula, mas, sobretudo essa prática só terá coerência se estiver preocupada com a formação do sujeito crítico, considerando a autoria como, por exemplo, a produção textual. Ainda, Demo (2008, p.6) afirma:
 Nós mesmos não somos propriamente originais – somos elo de uma cadeia que nos precede e sucede – não poderia haver idéia ou teoria propriamente original. A expectativa de pureza de idéia ou teoria é apenas expressão autoritária.
            Além disso, a internet possibilita ampliação da visão de mundo do sujeito pesquisador, até mesmo por que tudo que fazemos ou pregamos é frutos daquilo que nos rodeia, as nossas ideias são oriundas muitas vezes daquilo que presenciamos, lemos, visualizamos discutimos aos pares, além disso, como o próprio Paulo Freire afirma, “a leitura do mundo precede sempre a leitura da palavra”.
            Nessa perspectiva, para que os indivíduos colaborem coletivamente favorecendo a construção do conhecimento novo, é preciso um espaço que permita o diálogo, a discussão, o contato, a interação entre os colaboradores, pressupondo que dois ou mais indivíduos trabalhem conjuntamente trocando ideias e experiências entre si.
            E baseando-se nisso, que os ambientes de aprendizagem virtuais podem atuar, a fim de intensificar a prática colaborativa, sendo que esta é possível através das ferramentas disponibilizadas pela web 2.0. Conforme o criador do termo Tim O’Reilly, definiu em um post publicado em seu blog, em 2006, como:
Uma mudança para uma internet como plataforma, e o entendimento das regras para esta nova plataforma. Entre outras, a regra mais importante é desenvolver aplicativos que aproveitem os efeitos da rede para se tornarem melhores quanto mais são usados pelas pessoas, aproveitando a Inteligência Coletiva.
            A Web 2.0 World Wide Web (www) equivale à segunda geração da internet, como sinônimo de um novo olhar sobre o potencial inovador da mesma, pois, ela representa um ambiente mais interativo, possibilitando aos usuários opinar, criar arquivos digitais, obter retorno dessa interatividade, de modo que tudo fica arquivado online e todos tenham acesso.
             Enquanto que a Web 1.0 a primeira geração, os conteúdos expostos na rede eram estático, os quais permitiam aos usuários da internet somente observar e ler os arquivos, mediante a autorização por e-mail.
             Entretanto, nos dias atuais, qualquer pessoa que tenha habilidade com web 2.0 pode postar arquivos seja eles vídeos, textos imagens.
            Com essa facilidade, a qualidade de alguns arquivos digitais online na Internet, pode ser duvidosa apresentando informações errôneas. Por isso, devemos sempre questionar a origem de tais conteúdos expostos na rede mundial de computadores.