A era digital ao qual estamos presenciando, mediada pelo uso dos computadores ligado internet, se faz presente na produção e difusão de todas as formas de conhecimentos da humanidade vigente, e sua frequência é quase obrigatória.
Com isso, se torna imprescindível, a inserção do computador e da internet na escola, uma vez que o uso desses recursos possibilita a expansão, o acesso à informação atualizada e, principalmente, a promover a criação de comunidades colaborativas que privilegiam a comunicação, permitindo estabelecer novas relações com o saber que ultrapassam os limites materiais instrucionais tradicionais, rompendo desse modo com os muros da escola, articulando-os com outros espaços produtores do conhecimento, o que pode resultar em mudanças substanciais nas relações que são estabelecidas a partir da práxis educativa.
Além disso, muitos jovens já dominam esse instrumento e aqueles que ainda não tem acesso ao computador tem fascínio pelas novas tecnologias. Diante disso, como educar os jovens nascidos neste mundo de informações rápidas e imediatas? Esta é uma dúvida que frequenta as cabeças de quem pensa a educação. As habilidades e as competências que serão preteridas ao mundo do trabalho, neste século, precisam ser adquiridas hoje.
Segundo José Manuel Moran, no que refere aos novos caminhos sobre as diversas formas de ensinar nos dias de hoje, ele enfatiza que não se justifica “Perdemos tempo demais, aprendemos muito pouco, desmotivamo-nos continuamente. Tanto professores como alunos temos a clara sensação de que muitas aulas convencionais estão ultrapassadas. [...] O campo da educação está muito pressionado por mudanças, assim como acontece com as demais organizações. Percebe-se que a educação é o caminho fundamental para transformar a sociedade (MORAN, 2000, p. 11).
Desse modo, a inovação das formas de pensar as novas tecnologias e seu contexto é uma necessidade vital para a saúde e o funcionamento de qualquer organização da atualidade - em particular a educação. O entorno há de ser observado e percebido para estabelecer as mudanças que acompanham a sociedade contemporânea no seu modo de comunicar, assim como, na estética e no desenvolvimento científico.
Até pouco tempo, o uso dos computadores era o de ajudar na instrução e exercícios práticos, baseados no trabalho puramente comportamental e mecânico. O potencial desse recurso nas escolas parecia estar apenas relegado a um papel secundário. Mesmo com uma precária utilização, a sala de informática - sobretudo no ensino público - foi um espaço diferenciado na escola, capaz de fazer com que o adolescente esqueça seu intervalo ou do momento mais esperado por ele que é a hora da saída.
Nos dias atuais, as ferramentas disponibilizadas pela WEB 2.0 criam novas tecnologias e novos produtos; os conceitos convergem para dar espaço a conceitos completamente novos; as pessoas convergem para novas comunidades locais, globais e virtuais, e as habilidades profissionais convergem às novas competências, as pessoas além de consumidoras passaram a produzir também recursos digitais e disponibilizá-los na rede mundial de computadores. Assim afirma Dias:
O fato de os consumidores de conteúdos de ontem participarem como produtores nas redes de conhecimento na Web, representa a expansão das fronteiras sociais e culturais da interação, nomeadamente através da construção coletiva do espaço desterritorializado das novas comunidades de aprendizagem na Web. (DIAS, p. 5, 2008).
Com isso, a educação escolar precisa compreender e incorporar mais as novas linguagens, desvendar os seus códigos, dominar as possibilidades de expressão e as possíveis manipulações. É importante educar para os usos democráticos, mais progressistas e participativos das tecnologias que facilitem o crescimento dos indivíduos (MORAN, 2000, p. 36).
Dentre as ferramentas da web 2.0, é importante ressaltar: A webquest, o wiki, o fórum, o chat, o podcast, o blog, pois todas são classificadas como ferramentas de autoria, em que o professor atua como um produtor do conteúdo ao qual será trabalhado em sala de aula, utilizando-as para direcionar e mediar o processo educativo.
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